sábado, 28 de abril de 2012
Onde estão os cristãos?
domingo, 21 de agosto de 2011
Jerusalém e o Estado Palestino
Jerusalém e o Estado Palestino
Humberto Viana Guimarães
No que se refere à cidade de Jerusalém temos que ser realistas: ela jamais foi a capital de qualquer nação árabe. A sede do califado mulçumano sempre foi Bagdá, e as rotas do comércio sempre passavam pelo Cairo e em Damasco. A Jordânia invadiu e ocupou Jerusalém Oriental – 1948-1967 –, dividindo a cidade pela primeira vez, desde a sua criação, sendo o único período, desde os tempos bíblicos, em que não houve presença judaica nessa parte da cidade.
A Jordânia não só expulsou os judeus como proibiu que eles orassem em seus lugares sagrados, além de criar sérias restrições de acesso aos cristãos. Para tal, o governo jordaniano separou os dois setores da cidade com cercas de arame farpado e campos minados, para assim controlar a entrada daqueles que não fossem árabes e mulçumanos. Cometeu todo tipo de arbitrariedade para fazer desaparecer qualquer vestígio da milenar presença judaica na cidade: destruiu várias sinagogas (algumas viraram estábulos) e profanou o milenar cemitério judeu do Monte das Oliveiras, para que ali passasse uma estrada. Suas lápides foram utilizadas na pavimentação e em latrinas.
Uma verdadeira violência, pois a Resolução 181 da ONU previa o livre acesso e trânsito de todas as nacionalidades, sem distinção de credo. Nem nos mais remotos tempos foram cometidas tais arbitrariedades. Mesmo depois da retomada de Jerusalém, em 1187, pelo sultão curdo Salah ad-D?n Yusuf ibn Ayyub (Saladino), e no período do império otomano que durou mais de seis séculos (até 1917), nunca havia sido cerceada a liberdade religiosa das três maiores religiões monoteistas.
Que as autoridades do Estado Palestino procedam como o governo de Israel que, como país democrático, após a reconquista da parte oriental de Jerusalém em 1967, deu plena e total liberdade religiosa e acesso, sem qualquer tipo de restrições, aos lugares sagrados dos cristãos, judeus e muçulmanos. Todos circulam livremente.
Curiosa, portanto, essa intransigente exigência da Autoridade Nacional Palestina em ter a capital do Estado Palestino na parte Oriental de Jerusalém.
Pergunto: estarão de fato, Mahmoud Abbas, comandante do Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina,Khaled Meshaal, do Hamas (antes dos conflitos na Síria, vivia nababescamente em Damasco — como nunca quis enfrentar a batalha, “se mandou” para Doha, no Catar, a milhares de quilômetros de Gaza, e Ismail Haniyeh, seu porta-voz, que se vire!) e Sayyid Hassan Nasrallah, do Hezbollah, dispostos a uma paz definitiva com Israel? Dá para acreditar nas promessas do Hezbollah, que é financiado pelo Irã, cujo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, nega a existência do Holocausto e prega abertamente a destruição de Israel? E o que dizer do Hamas, que, após a morte de Bin Laden, fez uma declaração considerando o saudita com um “santo guerreiro árabe”?
O primeiro gesto de boa vontade por parte dos palestinos é reconhecer o Estado de Israel. Como disse Benjamin Netanyahu em seu discurso no Congresso americano em 24/05: “Eu aceito o Estado Palestino. É hora de o presidente Abbas conclamar o seu povo e dizer ‘Eu aceitarei o Estado judeu’”.
Na Sura Al-Baqarah 2,143, do Corão (Al-Karim al-Qur’an), está escrito: “E, assim, fizemos de vós uma comunidade mediana, para que sejais testemunhas dos homens e para que o Mensageiro seja testemunha de vós”. De acordo com a tradução do Corão elaborada pelo eminente professor de estudos árabes e islâmicos da Universidade de São Paulo (USP) Helmi Mohamed Ibrahim Nasr – uma das maiores autoridades mundiais no assunto –, com a colaboração da Liga Islâmica Mundial impressa no Complexo do Rei Fahad, Arábia Saudita, a palavra “mediana é tradução do vocábulo árabe ‘wasat’, e indica que a nação árabe deve estar isenta de extremismo, em todos os aspectos, uma vez que, segundo a máxima árabe, o que é melhor está no meio, aliás, essa ideia coincide com a máxima latina ‘in medio stat virtus’”.
Que os palestinos sigam os ensinamentos do Profeta (sallAllahou alayhi wasallam, que a bênção e a paz de Deus estejam com ele).
*Humberto Viana Guimarães é engenheiro civil, consultor e pesquisador da História do Oriente Médio
extraído do blog "Noticias da Rua Judaica" - Agosto/2011
sábado, 11 de junho de 2011
Um conto de duas cidades: Istambul versus Jerusalém

Texto extraído do blog “Noticias da Rua Judaica” (http://www.ruajudaica.com/) , muito interessante sobre a polemica trazida a tona recentemente. Só pela introdução histórica já vale a pena, depois sua conclusão sábia.
Reflitam sobre a pergunta feita pelo autor no final do artigo. Segue ...
verdade sobre as fronteiras de 1967![]()
Um conto de duas cidades: Istambul versus Jerusalém
Burak BEKD?L
Recentemente, tem havido muitas conversações sobre um retorno às fronteiras árabes e israelenses de 1967, incluindo uma nota fluida dita pelo presidente Barack Obama. A primeira parte desta mini-série vai visitar Jerusalém em 1967, e retornar para Istambul em 2011. Em primeiro lugar uma anatomia cronológica dos eventos que conduziram para a Guerra dos Seis Dias em 1967, e como a guerra foi travada:





domingo, 20 de junho de 2010
Sonho Sionista
Yossi Lapid" |
sábado, 19 de junho de 2010
O antissemitismo é novamente politicamente correto
| O antissemitismo é novamente politicamente correto A flotilha de Gaza foi uma peça de teatro islâmica perfeita, revelando um antigo ódio europeu. Por: Leon de Winter* É um fenômeno fascinante: Por que as pessoas e organizações que se apresentam como progressistas se unem a muçulmanos reacionários? O grupo “Free Gaza” se mostra apenas como uma aliança de esquerda islâmica. Bem, Gaza já está livre. Israel retirou-se da estreita faixa há cinco anos. E também não há necessidade de qualquer ajuda humanitária. Mais de um milhão de toneladas de suprimentos humanitários entrou em Gaza proveniente de Israel nos últimos 18 meses, o equivalente a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança na região. Mas a população de Gaza votou em eleições democráticas para serem governados por um partido cujo ódio aos judeus é a pedra fundamental da sua existência. Qualquer um que duvide disso deve ler o manifesto do Hamas na Internet. O fato de que Gaza está completamente "livre de judeus" não é suficiente para o Hamas. Eles querem que Israel também seja "livre de judeus". O bloqueio de Israel para "produtos estratégicos" não foi concebido para punir o povo palestino, mas para impedir o Hamas de obter armas pesadas e construir abrigos subterrâneos. Uma idéia simples de entender. Por exemplo, ao contrário de Gaza, a Chechênia não é livre. Os russos esmagaram a luta pela independência dos chechenos com o bombardeamento intensivo de sua capital. E o que dizer de um estado curdo? Os turcos e iraquianos infligiram horrores inimagináveis contra os curdos. No entanto, apesar disso, não há a “Flotilha Livre do Curdistão” indo em direção a Turquia, e as autoridades russas não têm medo de serem presas em capitais européias por crimes de guerra. Aqui estão mais alguns fatos. Vamos observar a taxa de mortalidade infantil em Gaza. Este é um número chave, que diz muito sobre as condições de higiene, nutrição e cuidados com a saúde. Em Israel, a taxa de mortalidade infantil é de 4,17 por 1.000 nascimentos, o que é aproximadamente o mesmo que nos países ocidentais. No Sudão a taxa é de 78,1, ou seja, uma em cada 13 crianças morrem ao nascer. Em Gaza, a mortalidade infantil, por 1.000 nascimentos é 17,71. Sim, este número é maior do que em Israel, mas muito menor do que no Sudão. E a taxa de mortalidade infantil da Turquia? Bem, isso é 24,84. Sim, mais crianças morrem ao nascer na Turquia do que em Gaza. Aqui está outro fato. A expectativa de vida é 73,68 anos em Gaza. E na Turquia, novo protetor de Gaza, a expectativa de vida é de apenas 72,23 anos. Se os israelenses realmente queriam tornar a vida dos palestinos curta e desagradável, então eles estão obviamente fazendo algo errado. Os progressistas não ligam para qualquer outro grupo de muçulmanos pobres ou oprimidos. Eles só clamam pelas "vítimas" dos judeus. Por que isso acontece? Uma das razões é Yasser Arafat, cujo gênio foi redefinir a causa palestina na retórica neo-marxista e antiimperialista. Ele criou um novo contexto para o seu povo: a luta contra o colonialismo e o racismo. Ele era um líder corrupto clássico com um talento incrível para jogar com a mídia e os políticos ocidentais. Os progressistas adotaram os palestinos como seus favoritos, a vítima quintessência do imperialismo e do colonialismo, como resumido pelo estado sionista. Mas há outra razão pela qual os progressistas ocidentais odeiam Israel, mas são indiferentes para as violações dos direitos humanos na Turquia, Irã ou Rússia. Isto por causa do Holocausto. Os europeus, que representam muito do que vai para a opinião pública mundial, se cansaram de carregar a culpa pela destruição dos judeus do continente. Eles começaram a sonhar com alguma forma de libertação histórica. Isso está vindo na forma de resposta militar de Israel aos ataques islâmicos e terroristas. Os europeus não poderiam perder a oportunidade de difamar os judeus e redefinir as medidas de defesa de Israel como “desproporcional” ou total agressão - em outras palavras, crimes de guerra. Na visão dos progressistas europeus, o conflito Israel-Palestina tornou-se um conflito sem comparação, um fenômeno único de vítimas européias gerando vítimas palestinas, que parecia diminuir o peso dos europeus sobre o massacre do povo judeu. Assistindo a demonização de Israel, o ataque ao seu direito de defesa, como disse o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu, torna-se claro que existe uma necessidade profunda entre os europeus em chamar os judeus de assassinos. É por isso que os palestinos, como "vítimas" dos judeus, são mais importantes que as numerosas vítimas muçulmanas dos extremistas também muçulmanos. É por isso que milhões de outros muçulmanos que vivem em piores condições do que os palestinos dificilmente recebem qualquer menção na mídia. É por isso que Gaza é comparada com o Gueto de Varsóvia e Auschwitz. Ao chamar os israelenses de nazistas, os verdadeiros nazistas foram legitimados. É como se os europeus, liderados pelos progressistas, desejassem que os árabes terminassem o trabalho. Chega com os judeus. Isto é o que é: A libertação da Europa do legado do Holocausto. Por décadas, os nossos progressistas, ativistas pacifistas ocidentais, foram enganados e manipulados por árabes tiranos e agora por turcos e iranianos islamitas. Eles estão ajudando nos esforços para destruir um dos maiores sucessos dos tempos modernos: a criação do Estado de Israel. O que temos assistido com a frota de Gaza é a execução perfeita de uma obra magistral de teatro islâmico. A indignação selvagem da mídia, um orgasmo de hipocrisia, marca o próximo capítulo da longa história do ódio dos europeus contra os judeus. É politicamente correto, novamente, ser um antissemita. *Leon de Winter é um romancista holandês. Seu último livro é "O Direito de Retorno" (2008). |
NENHUM DIA DE PAZ 2
Enviada em: sábado, 19 de junho de 2010 10:13
Para: 'Beto'
Assunto: RES: Fw: NENHUM DIA DE PAZ
Beto,
Li o texto e gostaria de respostas sobre alguns questionamentos. Antes gostaria de ressaltar que não tenho nada contra Israel nem os Judeus, até por que sou casado com uma judia. Bom, são só perguntas que não acho respostas
1- Israel é um país desenvolvido, com uma economia muito boa, com excelente educação e saúde, por que se preocupar tanto com um “pedaço de terra”, será que isso não seria orgulho?
2- O Holocausto é uma coisa que o mundo todo,sabe que aconteceu, inclusive o 1° Ministro Alemão (que não lembro qual foi) desculpou-se ao mundo inteiro. O próprio Papa João Paulo II, desculpo-se pela igreja católica ter lavado as mãos na segunda guerra mundial. Pergunto por que se preocupar tanto com um lunático, que coloca em xeque uma coisa que o mundo todo sabe que aconteceu.
3- A segunda guerra Mundial, ACABOU, todos sabem do sofrimento que os Judeus da Europa e não por que do mundo sofreu, nas câmeras de gás, experiências medicas, fuzilamentos etc etc etc. Mais vamos pensar um pouco, as maiores riquezas do mundo estão nas mãos de Judeus, os maiores empresários do mundo são Judeus, a maioria dos ganhadores de premio Nobel são Judeus, você não acha que está na hora do povo judeu tocar sua vida, e esquecer um pouco o holocausto? Não estou dizendo que essa atrocidade deva ser esquecida por completo, mais vejo que a maioria dos Judeus se apegaram a isso como quisesse que a 2° guerra nunca acabasse. Não sei talvez eu esteja errado mais o sentimento que tenho é que o povo Judeu quer ser o povo coitadinho, que sofre de tudo, que eles que sofreram o holocausto e que eles não podem mais sofrer por nada desse mundo, sofre mania de perseguição, desculpe-me se estou sendo ofensivo não é a minha intenção, são só questionamentos de um “goiá, não sei se é assim que se fala. RS” que gostaria de entender um pouco mais sobre todo esse processo. O sofrimento faz parte da vida e da evolução do ser humano.
Em relação ao Baeaaa, tricolor, Putz nunca vi nada um clube da tanto para trás como esse, você como um cara inteligente deveria ver o que é melhor para você e tentar mudar para um time vencedor, como um tal que tem em nosso estado com um nome bem sugerido para os vencedores, como é mesmo o nome do time? Há lembrei ESPORTE CLUBE VITÓRIO...
Abraços
Marcos,
Acho que posso te ajudar com algumas respostas das questões aiinda tem. Vamos lá :
1. Acredito que quando você cita “pedaço de terra” esteja se referindo a Faixa de Gaza. Acho que Israel deixou bem claro que não tem interesse territorial em Gaza, quando a alguns anos se retirou totalmente do local. Não sei se você se lembra quando alguns colonos foram removidos a força para que toda a estrutura construída fosse deixada para administração palestina. Isso tudo ainda no governo do Ariel Sharon ! Esse foi um dos movimentos em direção a paz feito unilateralmente por Israel que foi interpretado pelos fundamentalistas como sinal de fraqueza. Pode ?!
2. Meu caro, estou me lixando para o Ahmadinejah, mas o que me incomoda e acredito a todos o judeus, quando alguém chega e diz que o “holocausto não foi bem assim” , que não foram 6.000.000 (provado documentalmente), mas apenas uns 600.000 (como se este numero também não fosse grande). Isto fere a todos que sobreviveram aquele horror (e eu conheci pessoalmente um) ou os parentes que ficaram. E o que mais nos preocupa hoje é que este tal lunático vai ter em breve uma arma nuclear. E ele tem dinheiro (do petróleo), intenção e antecedentes que comprovam que ele é capaz de executar seu plano de “varrer Israel” do mapa. Se fingirmos que não é bem assim, e continuarmos a apoiar seus planos, como faz nosso governo, o que faremos quando em questão de uma fração de segundos, milhões de pessoas desaparecerem da face da Terra ? Neura minha ?!? pode ser, mas acho que lá pelos anos de 1939, alguém deva ter respondido algo igual quando se comentava sobre um tal Adolf Hitler;
3. Não concordo com você quando crê que nos consideramos “coitadinhos”. Acho que até somos muito passivos. Se nos achássemos coitadinhos não seríamos metade das coisas boas que você citou abaixo, e olhe que elas vem chegando até antes da 2ª. Guerra. Agora, fomos criados ao longo de séculos de perseguição e discriminações, bem antes da 2ª.Guerra. A diferença agora é que temos uma referência – Israel. Por muito tempo sempre me perguntei por que tanta perseguição. Perguntava-me também a respeito da questão até de certa forma policial, de quem afinal matou Jesus Cristo. Tenho minha opinião bem estabelecida nesta questão, mas não queria polemizar aqui com isto que considero um tabu. Mas o fato é que o antisemitismo vem de séculos e somente agora você me tem enchendo sua “caixa postal” porque o momento é único. Estamos vivendo hoje uma ameaça nuclear. Se o mundo se divide quanto a ações contra o “lunático” (você que o chamou assim), e o lula (minúsculo é proposital) vai se meter na questão só para aparecer para o mundo, e ainda aparece a flotilha para desviar esta questão. Por estes motivos, saio da minha confortável posição de leitor e passo a produzir estes textos para ao menos tentar convencê-lo de que temos que nos envolver.
Não o considero ofensivo, acho que sua opinião é a da maioria absoluta dos brasileiros, e até te agradeço por estar assim tão abertamente falando sobre o assunto, pois muitos não comentam nada disso comigo, e ao menos você me permite argumentar e assim praticar o meu ponto de vista. Já ouvi muito, calado, comentários de terceiros que não sabiam que eu era Judeu. Um cara no avião sentou do meu lado e revoltado com a atitude de funcionários da Cia. Aérea, queria que eu concordasse com ele de que o Hitler é que tinha razão. Levantei a voz e ele se quietou. Pois é !! Podemos esquecer o holocausto ? Alguns já esqueceram. Mas nós, JAMAIS ! Senão ele se repete !!!!
Agora quanto a questão do meu Baêêêaaaaa !!! Acho melhor a gente discutir este assunto só depois da final da Copa do Brasil para ver se consigo fazer você ao menos mudar de time !!!
Abraços,
Beto
Apoie Israel: se o país cair, todos nós cairemos
IMPORTANTE ARTIGO DE JOSÉ MARIA AZNAR NO JORNAL THE TIMES DE LONDRES
Apoie Israel: se o país cair, todos nós cairemos
Por: José María Aznar - Ex-Primeiro-Ministro da Espanha entre 1996 e 2004.
17 de junho de 2010 - THE TIMES DE LONDRES
Revolta em relação aos acontecimentos na Faixa de Gaza é uma distração. Não podemos esquecer que Israel, nesta região turbulenta, é o maior aliado do Ocidente.
Há muito tempo está fora de moda na Europa falar em favor de Israel. Em seqüência ao recente incidente a bordo de um navio cheio de ativistas anti-Israel no Mediterrâneo, é difícil pensar em uma causa mais impopular para lutar.
Em um mundo ideal, a intervenção do exército israelense sobre o Mavi Marmara não teria terminado com nove mortos e alguns feridos. Em um mundo ideal, os soldados teriam sido recebidos de forma pacifica no navio. Em um mundo ideal, nenhum Estado, muito menos um aliado recente de Israel, como a Turquia, teria promovido e organizado uma flotilha, cujo único propósito era criar uma situação impossível para Israel, fazendo-o escolher entre desistir de sua segurança e do bloqueio naval, ou incitar a ira mundial.
Em nossas relações com Israel, devemos deixar para trás a raiva que muitas vezes desvirtua o nosso julgamento. Uma abordagem razoável e equilibrada deve encapsular as seguintes realidades: primeiro, o Estado de Israel foi criado por uma decisão da ONU. Sua legitimidade, portanto, não deve entrar em questão. Israel é um país com instituições democráticas profundamente enraizadas. É uma sociedade dinâmica e aberta, que tem repetidamente se destacado nos campos da cultura, ciência e tecnologia. Em segundo lugar, devido às suas raízes, história e valores, Israel é uma nação de pleno direito ocidental. Na verdade, é uma nação ocidental normal, porém diante de circunstâncias atípicas.
Infelizmente, no Ocidente, Israel é a única democracia cuja existência tem sido questionada desde a sua criação. Em primeira instância, foi atacado por seus vizinhos que usavam armas convencionais de guerra. Em seguida, enfrentou o terrorismo que culminou com uma seqüência de ataques suicidas. Agora, a pedido de radicais islâmicos e seus simpatizantes, enfrenta uma campanha de deslegitimação através do direito internacional e diplomacia.
Sessenta e dois anos após sua criação, Israel ainda está lutando por sua sobrevivência. Punido com chuvas de mísseis que caem no norte e sul, ameaçado de destruição por um Irã que tem o objetivo de adquirir armas nucleares, e pressionado por amigos e adversários, Israel, ao que parece, nunca pode ter um momento de paz.
Durante anos, o foco de atenção do Ocidente tem sido, compreensivelmente, voltado ao processo de paz entre israelenses e palestinos. Mas se Israel está em perigo hoje e toda a região está deslizando rumo a um futuro preocupante e problemático, não é devido à falta de entendimento entre as partes sobre como resolver este conflito. Os parâmetros de um acordo de paz em perspectiva são claros, por mais difícil que possa parecer para os dois lados dar o passo decisivo para sua implementação.
As verdadeiras ameaças à estabilidade regional, no entanto, encontram-se no surgimento do radicalismo islâmico que vê a destruição de Israel como o cumprimento de seu destino religioso e, simultaneamente, no caso do Irã, como uma expressão de suas ambições à hegemonia regional. Ambos os fenômenos são ameaças que afetam não só Israel, mas também toda a Comunidade Internacional.
O núcleo do problema reside na maneira ambígua, e muitas vezes errônea, em que muitos países ocidentais estão reagindo a esta situação. É fácil culpar Israel por todos os males do Oriente Médio. Alguns até agem e falam como se um novo entendimento com o mundo muçulmano poderia ser alcançado somente se estivéssemos dispostos a sacrificar o Estado judeu. Isso seria loucura.
Israel é a nossa primeira linha de defesa em uma agitada região que está constantemente sob o risco de cair no caos; uma região que é vital para a segurança energética mundial devido à nossa dependência excessiva de petróleo do Oriente Médio; uma região que forma a linha de frente na luta contra o extremismo. Se Israel cai, todos nós cairemos. Para defender o direito de Israel existir em paz, dentro de fronteiras seguras, requer um grau de clareza moral e estratégica que muitas vezes parece ter desaparecido na Europa. Os Estados Unidos mostram sinais preocupantes de seguirem uma posição no mesmo sentido.
O Ocidente está atravessando um período de incerteza com relação ao futuro do mundo. No sentido amplo, esta incerteza é causada por uma espécie de dúvida masoquista sobre nossa própria identidade; pela regra do politicamente correto; por um multiculturalismo que nos obriga a curva-nos diante dos outros; e por um secularismo que, cinicamente, nos cega, mesmo quando somos confrontados por membros do jihad promovendo a encarnação mais fanática de sua fé. Deixar Israel a sua própria sorte, neste momento crucial, serviria apenas para ilustrar o quanto afundamos e como nosso declínio inexorável agora se torna eminente.
Isto não pode acontecer. Motivado pela necessidade de reconstruir os nossos valores ocidentais, expressando uma profunda preocupação com a onda de agressão contra Israel, e consciente de que a força de Israel é a nossa força e a fraqueza de Israel é a nossa fraqueza, tomei a decisão de promover uma nova iniciativa chamada Amigos de Israel com a ajuda de algumas personalidades, incluindo David Trimble, Andrew Roberts, John Bolton, Alejandro Toledo (ex-presidente do Peru), Marcello Pera (filósofo e ex-presidente do Senado italiano), Nirenstein Fiamma (autor e político italiano), o financista Robert Agostinelli e o intelectual católico George Weigel.
Não é nossa intenção defender qualquer política específica ou qualquer governo israelense em particular. Os patrocinadores desta iniciativa, com certeza, devem discordar das decisões tomadas por Jerusalém em algumas situações. Nós somos democratas e acreditamos na diversidade.
O que nos une, no entanto, é o nosso apoio incondicional para o direito de Israel de existir e de se defender. Os países ocidentais que se unem com aqueles que questionam a legitimidade de Israel, para que estes joguem com organismos internacionais as questões vitais de segurança de Israel, satisfazendo aqueles que se opõem aos valores ocidentais ao invés de se levantar com firmeza em defesa desses valores, não estão cometendo apenas um grave erro moral, mas um erro estratégico de primeira grandeza.
Israel é uma parte fundamental do Ocidente. O Ocidente é o que é graças às suas raízes judaico-cristãs. Se o elemento judeu dessas raízes for retirado e perdemos Israel, também estamos perdidos. Quer queira ou não, nosso destino está interligado.
**Foi Primeiro-Ministro da Espanha entre 1996 e 2004.