quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Humilhacao dos Refugiados Palestinos (filme completo)


The Humiliation of Palestinian Refugees (Full Movie)


Um video bem ilustrador que mostra como alguns paises árabes como Jordania, Siria, Libano e Iraque, usam os palestinos como refugiados, e assim usá-los como massa de manobra como Israel. Porque o mundo não enxerga isto, é uma questão de fácil resposta...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Propaganda enganosa, ausência de escrúpulos e ódio perene

http://www.pletz.com/blog/propaganda-enganosa-ausencia-de-escrupulos-e-odio-perene/




por Herman Glanz –

Quando a França socialista de François Hollande invadiu o Mali, antiga colônia francesa, para “não permitir a presença de um Estado terrorista nas portas da Europa”, mereceu todo apoio da mídia de casa e do mundo em geral. Mas, como já falamos em comentário de um mês atrás, e circula pela internet, a mesma mídia protesta contra Israel quando se defende de um Estado terrorista na Faixa de Gaza, que ataca Israel constantemente. E Paris está a mais de 6.000 km do Mali, enquanto Gaza fica a somente, somente, 1km de Israel.
Mereceria o mesmo tratamento da mídia se se tratasse da presença de tropas americanas, ou inglesas, ou outras do Ocidente? O que se observa é que vem ocorrendo uma propaganda enganosa e ausência de escrúpulos demonstrando um ódio incrustado pela esquerda contra os americanos, ingleses, espanhóis não socialistas, uma Guerra Fria que nunca acaba, e um ódio perene contra Israel, uma forma de disfarçar o velho antissemitismo que ainda grassa no mundo, neste caso unindo esquerda e direita.
A França foi ao Mali para garantir a sua parte no petróleo que se explora naquele país africano, onde divide a exploração com os russos e ingleses, coisa que ninguém fala. Mais ainda, a França quer impedir que os terroristas islâmicos se espalhem para a vizinha Nigéria, de onde a França extrai o urânio, das minas de Azelik e Arlit, urânio que abastece as centrais nucleares francesas, que consomem 10.500 toneladas de urânio, por ano.
Uma lâmpada na França, em cada três, é alimentada por energia nuclear, com urânio da Nigéria. E a Nigéria concentra 7,5% do urânio do mundo. Diferentemente do Brasil, os socialistas franceses apoiam seu país na busca do urânio da África, até pela força. Aqui se deixam enterradas em reservas, áreas de urânio conhecidas, que representam 90% do urânio do mundo. Os americanos ajudam a França, assim como os russos, enviando alguns aviões de transporte de tropas e armamento.
Outro fato que merece ser destacado é que a Rússia vende armas para a Síria e para o Irã, apesar dos embargos do Conselho de Segurança da ONU. Fonte militar russa, segundo a Síria, informa que enviou baterias anti-mísseis Panzer C-1, de grande precisão e alcance de altitudes de 20 km. A fonte russa declarou que a remessa obedeceu o contrato entre os dois países, usando a via marítima.
A participação russa na guerra da Síria, que já dura dois anos, e é quem ainda sustenta o Presidente Assad, não recebe críticas da mídia por se imiscuir nos negócios de outro país. Por outro lado, o Irã acusa Israel do assassinato do General iraniano, Hassan Shateri, da Guarda Revolucionária, numa emboscada perto de Damasco. O jornal Asharq Alawsat, de Londres, diz que acusar Israel é a praxe. O Irã está apreensivo, pois demonstra grande conhecimento dos movimentos iranianos, o que significa grande penetração dos serviços de inteligência, pois o general estava preparando contingentes de iranianos e do Hizbollah, com 5.000 homens cada, para defender Assad e também criar um Estado do Hizbollah dentro do Líbano, com a construção de shoppings, bancos e hotéis.
A participação de forças do Irã na Síria, que fica evidente com esse caso de assassinato, não é criticada pela mídia nem pela esquerda, que vociferaria contra se se tratasse de ocidentais. Também um comboio de dezenas de veículos iranianos foi atacado e destruído na vila de Rutba, oeste do Iraque, não saindo críticas pela mídia. Irã pode.
Outro fato que desaparece das informações da mídia é que a Rússia é um dos grandes fornecedores de petróleo para a Europa e a China, com oleodutos para todos os lados, ocupando o segundo lugar, em seguida à Arábia Saudita. Mas todo mundo fala do petróleo do Oriente Médio e ninguém cita a Rússia, que passa incólume nos protestos contra a presença de potências do Ocidente no Golfo Pérsico. Parece que a Rússia ainda vive dos tempos do comunismo.
Enquanto a mídia silencia sobre os fatos de que tratamos, insistem no levantamento do bloqueio israelense à Faixa de Gaza, sem dizer que, só na primeira semana deste mês, como ocorre a cada semana, 50.000 toneladas de mercadorias passaram de Israel para Gaza, dentre elas 363 caminhões de alimentos, 626 caminhões de materiais de construção e 31 caminhões de produtos humanitários de primeira necessidade, além de 160.000 litros de gasolina para as centrais elétricas de Gaza. Mas nada é dito.
Mostra-se, assim, o noticiário seletivo, em favor de um lado e contra o outro, indicando uma propaganda enganosa, falta de escrúpulos e perene ódio aos judeus e, por conseguinte, a Israel, aliás, a “entidade sionista”.
E a política americana de substituir ditadores muçulmanos por outros da ala da Irmandade Muçulmana, fez desunir as tribos e grupo locais nos diversos países, que soltos, estão provocando novos atritos na Tunísia, no Egito, no Iraque. Mas ainda não tornou os americanos simpáticos aos novos dirigentes. E depois ainda se fala em concluir a paz com essa gente. Todavia, esse estado de terror está tendo um efeito benéfico: está criando posições de moderação de alguns países árabes, que já se permitem falar de Israel, pelo menos. Já é uma abertura.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os palestinos merecem um Estado próprio?


Por  Dan Calic




Com o presidente Obama vindo em breve para Israel, deixe-me perguntar o que alguns consideram uma questão retórica: Os palestinos realmente merecem um Estado próprio? Obama e a maioria da comunidade internacional acham que eles merecem. No entanto, se dermos uma olhada na situação, Existem problemas graves que não devem ser ignorados. Por exemplo, seria um vizinho pacífico e produtivo com Israel? Isso pode ser melhor respondido revendo alguns princípios orientadores da OLP e Fatah, que é o partido político dominante da qual é presidente, Mahmoud Abbas.

Da Carta da OLP:

Artigo 19: ".... estabelecimento do Estado de Israel é totalmente ilegal ..."

Artigo 20: ".... os judeus não constituem uma única nação com uma identidade própria ..."

A partir da Carta Fatah:

Artigo 12: "... a completa libertação da Palestina e a erradicação econômica,
existência política, militar e cultural sionista. "

Artigo 17: "revolução armada pública é o método inevitável para libertar a Palestina".

Artigo 19: "A luta não cessará a menos que o estado sionista seja demolido e a Palestina seja completamente liberada. "

Será que estas declarações refletem as metas de um vizinho pacífico e produtivo?

É importante entender quando eles usam o termo "Palestina", incluem Israel. Em outras palavras, ambas as organizações se recusam a reconhecer a existência de Israel, e ver a Judéia e Samaria e toda a terra em que Israel existe como um estado único da "Palestina". Isso reflete a adesão à visão extremista islâmica intransigente de que qualquer terra, uma vez controlada por muçulmanos, é visto como pertencente a eles para sempre. Abandonar o clamor de terra, dizem, é igual a blasfêmia.

A falha em entender isso, de longe, muitos tem fomentado expectativas irreais de compromisso por parte de extremistas islâmicos. Isso se aplica a maioria dos líderes mundiais, incluindo o presidente Obama.

Também digno de nota é o emblema oficial da OLP e Fatah, que contém um mapa que apaga completamente Israel e mostra a área de terra todo em verde, a cor oficial do Islã.

Embora se possa argumentar sobre suas fronteiras propostas, a maioria da comunidade internacional apoia uma solução de dois Estados. No entanto, com base nas declarações de ambas as organizações palestinas, está claro que não. Em vez disso, seu objetivo é um Estado chamado Palestina, sem o estado de Israel, ponto.

Vamos voltar no tempo por um momento, a 1947, quando as Nações Unidas votaram a solução original de dois Estados, que criou o moderno Estado de Israel. Será que os judeus têm uma carta contendo declarações mordazes semelhantes aos da OLP e Fatah? Suponha que os judeus tivessem publicado um documento clamando pela "libertação total" da existência islâmico árabe no estado dividido árabe? Suponha que se refere à criação do Estado árabe como "totalmente ilegal?" Sob tais condições, será que as Nações Unidas aprovariam a partição concedendo aos judeus seu próprio Estado? Além disso, com esses pontos de vista, eles teriam merecido seu próprio Estado?

A resposta a estas perguntas é claramente "não". No entanto, a comunidade mundial não parece ter um problema de aprovação de um Estado para os palestinos, apesar de seu objetivo claro pela destruição de Israel. O que há de errado com esta imagem?

Não vamos esquecer que foram os árabes que rejeitaram a resolução da ONU de 1947, que particionava dois estados. Por quê? Porque incluía a criação de Israel.

Mahmoud Abbas tem dito repetidamente que "nunca vai aceitar Israel como um Estado judeu". Junte isso com as citações referenciadas a partir das resoluções da OLP e Fatah, o que mudou desde '47?

Alguns poderiam sugerir a demanda contemporânea pelos palestinos para uma solução de dois Estados significa que eles aceitam o direito de Israel de existir. Não é assim. A realidade é que os árabes não têm tido sucesso na eliminação de Israel militarmente, mas seu desejo de vê-lo desaparecer não diminuiu. Eles simplesmente mudaram de tática, exigindo que fosse dado um estado, que eles recusaram, em 1947, porque isso significava que teria de aceitar a existência de Israel. Hoje, apesar desta recusa contínua, a votação da ONU no último 29 de novembro, atualizando seu status ao de um "Estado não-membro", demonstra que a comunidade internacional está solidamente apoiando os palestinos.

Como resultado da votação, a Palestina fica no mesmo auditório com Israel, apesar do fato de que seu líder, Mahmoud Abbas, e seu partido Fatah estão comprometidos na sua destruição.

Deixe-me fazer uma pergunta hipotética: Suponha que a constituição da França pede a destruição da Inglaterra, ou a constituição dos Estados Unidos pede a destruição do México? Será que a ONU sentar-se-ia em silenciosa aquiescência por tais situaçoes? No entanto, um olho cego é dado para a agenda venenosa dos palestinos, sem pedir-lhes que renunciem a seu objetivo de destruir Israel. No mínimo, isto é injusto. Na realidade, é hipócrita, na fronteira com o antissemitismo.

Neste ponto, novamente eu volto à questão original - Se os palestinos merecem um Estado próprio? A resposta deveria ser óbvia. O termo de ordem é "deveria".

Dan Calic é um escritor, historiador e orador.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

ALÉM DAS DESCULPAS


Charges de Libelo de Sangue
Manfred Gerstenfeld



As desculpas oferecidas pelo semanário britânico “The Sunday Times” para uma caricatura antissemita, publicada no Dia Internacional de Lembrança do Holocausto endereça a apenas um aspecto importante desta questão. O jornal afirmou que a publicação do desenho "foi um erro e cruzou a linha". Ele admitiu que a caricatura de Gerald Scarfe, tinha refletido "a iconografia histórica que é persecutória ou antissemita". O desenho mostrava primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, construindo uma parede, usando o que parecia ser o sangue dos palestinos como cimento. A legenda dizia: "Será que continuará a cimentar a paz?".

A importância geral do pedido de desculpas é que tanto o agressor quanto a vítima concordam que o que aconteceu foi errado. Neste caso, no entanto, o pedido de desculpas também ressalta a necessidade de fazer várias perguntas adicionais.

Uma questão não resolvida é que a caricatura inverte a verdade, em vez de exagerá-la. Scarfe sugere que, o que é principalmente uma cerca de segurança - apresentado aqui como uma parede - era para matar palestinos. No entanto, foi construído para evitar que assassinos palestinos entrassem em Israel e matassem civis judeus.

Antissemitismo


Charge de Gerald Scarfe
 
Além disso, o desenho reflete um motivo antissemita importante que tem suas origens históricas na Grã-Bretanha - o “Libelo de Sangue”**. Ele foi inventado no século XII em Norwich. Na época, foi falsamente alegado que os judeus tinham matado um menino de 12 anos de idade, cristão, chamado William, para fins rituais. A história continuou circulando até que algumas décadas mais tarde, como em muitos outros lugares na Inglaterra, todos os judeus de Norwich foram assassinados. Da Inglaterra, o libelo de sangue sobre os judeus, se espalhou para outros países cristãos.

Outra questão importante é: Onde estão as desculpas para outros desenhos usando iconografia que lembra o libelo de sangue, tanto na Grã-Bretanha quanto em outros lugares? Talvez a caricatura mais conhecida do gênero foi publicada pelo diário britânico, The Independent. Dave Brown retratou o então primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon como uma comedor de crianças. Nunca houve um pedido de desculpas por esta iconografia antissemita, da parte do jornal.

Em resposta aos protestos, a Comissão de Reclamações da Imprensa do Reino Unido autorizou a caricatura de Brown. E foi ainda mais "normalizada" depois que ele ganhou o prêmio de "Cartoon Político do Ano de 2003" do Reino Unido, dado pela Sociedade de Caricatura Política. O prêmio foi entregue a Brown em novembro de 2003, na sede do The Economist, prestigiado jornal semanal, pelo Ministro do Trabalho e ex-ministro para a Assistência Externa, Clare Short.

Na época, Zvi Shtauber era o embaixador de Israel no Reino Unido. Ele disse-me mais tarde, "Simon Kelner, editor do The Independent, é judeu. Perguntei a Kelner se The Independent já tinha publicado uma caricatura semelhante de alguma figura pública”. Ele teve de voltar uns 18 anos para encontrar algo similar. Tim Benson, o presidente da Sociedade de Caricatura Política, disse que não viu nada de errado na premiada caricatura racista .

O The Independent não foi o único jornal "progressista" a publicar desenhos do libelo de sangue. No meio da década anterior, Michael Howard, um judeu, era líder do Partido Conservador, então na oposição. Em abril de 2005, o The Guardian publicou uma caricatura de Steve Bell, retratando Howard com dentes de vampiro, um dos quais estava pingando sangue, e segurando um copo de sangue. A legenda dizia: "Você está bebendo o que estamos bebendo? Vote Conservador". Para adicionar o insulto à injúria, Annabel Crabb, da “Australian Broadcasting Corporation”, elogiou-o em uma entrevista na TV, pela tal caricatura. Bell também em outras ocasiões, desenhou Howard com dentes de vampiro.

O cientista político belga, Joël Kotek tem uma coleção de milhares de caricaturas de ódio anti-Israel e antissemitas  da mídia árabe e ocidental. Ele publicou uma seleção destas “charges” em seu livro “Cartoon and Extremism”. Basta comparar as caricaturas britânicas, acima mencionadas com a seleção ampla, principalmente do mundo árabe e algumas do período nazista, para ver como sua iconografia se encaixa perfeitamente.

Um estudo realizado pela Universidade de Bielefeld para a Fundação Social-Democrata Alemã Friedrich Ebert em 2011, encontrou um percentual de 42% do povo britânico - e uma porcentagem semelhante em outros países europeus – que acreditam que Israel está conduzindo uma guerra de extermínio contra os palestinos. Uma pergunta importante deve ser feita - Quem plantou essa visão de mundo extremamente antissemita na mente dos britânicos? As caricaturas são, portanto, apenas a ponta do iceberg de uma questão muito maior que diz respeito às autoridades britânicas e da população em geral.

O pedido de desculpas do jornal acerta ao afirmar que, "a imagem que publicamos de Binyamin Netanyahu... pareceu mostrar ele divertindo-se com o sangue dos palestinos". A questão agora a ser feita é: Por que os políticos britânicos, mídia, ONGs, acadêmicos e sindicatos têm consistentemente ajudado a fortalecer uma imagem genocida que muitos britânicos têm sobre Israel? Criar esta visão para o mundo é mais do que um erro. É um crime. Aqui, as linhas de uma magnitude infinitamente maior foram cruzadas por uma caricatura antissemita publicado no Dia Internacional de Lembrança do Holocausto.

Manfred Gerstenfeld é membro do conselho e ex-presidente do Centro de Jerusalém para Assuntos Públicos (2000-2012). Ele é um destinatário da Lifetime Achievement Award (2012) da Revista de Estudos de Antissemitismo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Audiencia no Senado Americano do Sr Chuck Hagel


Senador Graham questiona posição do candidato a Secretário de Defesa, Chuck Hagel, na Audiência de Confirmação do Senado Americano.


O candidato do presidente Barack Obama para secretário da Defesa, Chuck Hagel, enfrentou uma linha brutal de questionamentos durante sua audiência de confirmação no Senado na quinta-feira (31/01/2013), como ele insistiu em uma defesa adequada de seu posicionamento em relação a Israel e Irã, assim como outras questões prementes com que ele será confrontado se confirmado para o cargo mais alto do Pentágono.

 O senador Lindsey Graham (R - South Carolina) pressionou Hagel sobre sua entrevista de 2006 com o analista de Oriente Médio, Aaron David Miller, em que ele disse, "o lobby judaico intimida muita gente" no Congresso para fazer "coisas estúpidas".
"Nomeie uma coisa idiota que fomos incitados a fazer pelo lobby israelense, judeu," Graham exigiu.

"Eu não sei", disse Hagel, incapaz de fornecer nomes.

Ele lamentou os comentários, dizendo: "Eu já disse que eu lamento ter referenciado o lobby judeu. Eu deveria ter dito lobby pró-Israel. Eu acho que é a única vez nos registros que eu tenha dito isso. "

Ele acrescentou que deveria ter dito "influência", não "intimidar".

"Eu não deveria ter dito 'burro' ou 'estúpido' porque eu entendo, aprecio que há pontos de vista diferentes nessas coisas", afirmou.

"Então por que você disse isso?" Graham perguntou. "Eu não posso pensar em uma coisa mais provocante para se dizer."

"As declarações feitas sobre os palestinos e sobre o" lobby judeu ", tudo isso junto" envia "a pior mensagem possível para os nossos inimigos e amigos", acrescentou Graham.

Hagel, que há muito tempo tem sido criticado por sua postura suave sobre o Irã, inadvertidamente, disse que a administração Obama apoia "contenção", chamando o país de um "governo eleito legítimo."

O Irã é "um membro das Nações Unidas. Quase todos os nossos aliados têm embaixadas no Irã ... [É] um governo, eleito legítimamente, quer concordemos ou não", disse ele.

Hagel também foi amplamente investigado pelo colega veterano da Guerra do Vietnã, John McCain e o calouro senador pelo Texas, Ted Cruz, ambos republicanos.

O ex-senador republicano de Nebraska, foi pego de surpresa quando Cruz apresentou dois videos de suas aparições na Al Jazeera, um dos quais lhe mostrou não desafiar um apresentador que acusou Israel de crimes de guerra, e outro em que ele pareceu concordar com a afirmação de que a América é o "valentão do mundo."

"O interlocutor sugere que a nação de Israel cometeu crimes de guerra, e sua resposta para tal afirmação foi de que não discordaria dessa caracterização", disse Cruz, da entrevista sobre Israel. Ele, então, pediu Hagel diretamente se ele acha que Israel cometeu crimes de guerra.

"Não, eu não", disse Hagel, ao dizer que queria ver o "contexto total" da entrevista.

Cruz chamou a alegação de "particularmente ofensivo, uma vez que o povo judeu sofreu com os crimes de guerra mais horríveis do Holocausto".

"Também gostaria de sugerir que para um secretário de Defesa prospectivo, não ter problema com tal afirmação, é altamente preocupante", continuou.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"democracia iliberal"?!? Turquia ?!?


A tese delinquente da “democracia iliberal”. Ou: Turquia é exemplo da ditadura islâmica exercida por outros meios, não de democracia!


Era fatal que chegássemos a este ponto: os inimigos da democracia não estão apenas em terras que nos parecem estranhas. Também estão entre nós — aliás, são até mais perigosos do que os outros.
O Estadão de hoje publica um texto de Jocelyne Cesari, escrito originalmente para o Washington Post. Comentei nesta manhã. Esta senhora, tripudiando sobre 58 cadáveres no Egito, produzidos só nos últimos cinco dias, vê com encanto o que considera avanço da democracia em países islâmicos e lança uma categoria nova: as “democracias iliberais”. Sim, ela dá de barato, sabem?, que as democracias muçulmanas serão diferentes, sem os mesmos compromissos que temos com a igualdade entre os cidadãos ou com a liberdade religiosa.
Chamei a tese de delinquente. E reitero. Alguns leitores afirmam que desprezei o trecho em que ela diz ser possível uma “democracia islâmica”, oferecendo a Turquia como exemplo. Não desprezei, não! Decidi deixar isso para depois. Essa é outra das estúpidas mistificações que estão em curso.
A Turquia democrática é a versão dos intelectuais do miolo mole da Turquia mítica de Glória Perez… Em outras palavras: as duas são fantasias. A de Glória, claro!, não tem importância nenhuma porque tudo aquilo é brincadeira, distração, ficção sem importância. Já a conversa de que a Turquia é um modelo de democracia… Ah, isso tem importância, sim.

Ditadura com eleições

A Turquia nunca foi uma democracia e continua a não ser. O que há de particularmente ruim agora é que a ditadura exercida por outros meios — sob o controle de um partido religioso — está sendo vista como um grande avanço, uma grande conquista.
Pesquisem, meus caros, se tiverem algum especial interesse no assunto, o que ficou conhecido no país como “Rede Ergenekon”. É a versão turca dos “Processos de Moscou”, de Stálin. Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro, inventou uma suposta conspiração ultranacionalista e anti-islâmica que pretenderia derrubar o governo. Estariam envolvidos na tramoia militares (a maior parte dos acusados), jornalistas, professores, empresários etc. Erdogan prendeu quem bem quis. Tratou-se de um claro movimento de intimidação. Não há imprensa livre na Turquia. O governo acusa de conspiração quem bem entender.
O partido islâmico da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, aparelhou todas as instituições do país, muito especialmente a Justiça. A oposição está intimidada ou presa, acusada de participar da tal conspiração. Sim, existe pluralidade partidária. A questão é saber se a oposição conseguirá chegar ao poder…
Erdogan não é burro. Ao contrário! É muito esperto. Herdou uma Turquia que faz parte da Otan e a quer integrada à União Europeia. Por isso busca um aparente equilíbrio entre dois mundos, enquanto vai aniquilando seus adversários internos. No caso da Primavera Árabe, tomou a decisão mais esperta: fechou com o Ocidente — até porque o Ocidente estava fechado, ora vejam, com a Irmandade Muçulmana e outros grupos radicais. Por que agiria de modo diferente? Deu um pé no traseiro de Bashar Al Assad, mas se aproximou do Irã.
A Turquia não é modelo de coisa nenhuma. Ao contrário: a sanha com que Erdogan avançou contra seus adversários, inventando a farsa da “Rede Ergenekon”, só prova que os islâmicos burros escolhem o terrorismo; os espertos, as eleições. Burros e espertos querem a mesma coisa: o estado islâmico.
O país, assim, pode ser um exemplo do que aquela senhora chama de “democracia iliberal” — que democracia não é. Trata-se apenas da ditadura exercida por outros meios. Seu texto, reitero, é a evidência da estupidez que tomou conta dos meios acadêmicos ocidentais.
Turquia democrática? Que Erdogan ponha fim, por exemplo, ao ensino religioso obrigatório nas escolas e permita a crítica livre ao Islã. Vamos ver. Não há democracia onde não há liberdade de consciência e onde jornalistas podem ser encarcerados, acusados de conspiração, simplesmente porque críticos do governo. Na Turquia de Erdogan, faz-se o devido processo legal — conduzido por juízes nomeados por um partido religioso. Entenderam?
Há quem ache que uma ditadura que conta com o apoio da maioria é mais decente do que uma ditadura ancorada numa minoria. Como eu estaria morto ou preso tanto em uma como em outra, nego-me a fazer essa escolha. Continuo a escolher o único regime que pode abrigar quem sou e penso: a democracia! A democracia LIBERAL! O “iliberalismo democrático” é uma invenção estúpida de grupos que usaram o ambiente do livre pensamento para flertar com a sua destruição.

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Antisemitismo está bem, obrigado...

As vezes a gente não junta os pontos, e não vê o que está bem diante de nossos olhos. Pois este texto publicado no site PLETZ.COM  ( http://www.pletz.com/blog/o-antisemitismo-esta-bem-obrigada/ ) faz esta síntese muito bem. Vale a pena esta leitura :


O Antisemitismo está bem, obrigada…

 data: 27 janeiro 2013 | seção : deborah srour


Hoje as Nações Unidas comemoram o Dia Internacional de Lembrança do Holocausto. E políticos em muitos países ditos “civilizados” decidiram aproveitar a data para lançar seu veneno contra os judeus e Israel.
Na Grécia, o líder do partido de direita Crepúsculo Dourado – que ganhou 19 assentos no parlamento nas últimas eleições e que usa a saudação Heil Hitler – castigou a visita do presidente do Comitê Judaico Americano ao país, dizendo que a culpa pela crise financeira na Grécia era “daqueles que possuem a maioria da riqueza internacional e que todo o mundo sabe a que raça eles pertencem. A raça que é o mal absoluto para toda a humanidade”.
Para não ficar para trás, o membro do parlamento inglês David Ward disse que os “judeus não aprenderam sua lição com o Holocausto” e que “apenas alguns anos após serem libertados dos campos de concentração eles infligem atrocidades diárias aos palestinos”.
Parece que quem não aprendeu com as próprias atrocidades foi a Europa. Há apenas 68 anos em meio às cinzas de 6 milhões de judeus – entre os quais 1.5 milhão de crianças – os europeus decidiram fazer do antissemitismo chique uma moda passé. Mas as modas voltam – como estamos vendo hoje. As vezes nos mesmos trajes, às vezes travestido de anti-israelismo.
Além da repulsa direta a judeus e a Israel há aqueles que professam amizade, ou boas-intenções para “ajudar” o estado judeu a alcançar a paz. Estes são os mais perigosos pois seu fingimento tem o objetivo de minar a estabilidade do estado judeu para seu ganho politico.
Vejamos a França. O Mali é um país remoto e seu problema com os radicais islâmicos está muito longe de afetar o dia-a-dia dos franceses. No entanto, a intervenção militar francesa nesta guerra pode ter um impacto muito grande sobre Israel.
O fato da França estar bombardeando muçulmanos do outro lado do Mediterrâneo, a expõe à vingança destes radicais. Mas se os franceses continuarem a bater forte sobre Israel em favor dos palestinos, isto mostrará que na verdade eles não têm nada contra os muçulmanos, apenas contra este grupo radical que eles dizem ser um problema de segurança nacional para a França.
Não é de espantar que foi em meio à esta intervenção no Mali que o presidente François Hollande advertiu que sua iniciativa para a retomada das negociações entre Israel e os palestinos seria entregue logo após as últimas eleições que reelegeram Netanyahu.
Hollande também avisou que se Israel (note não os palestinos) não fizer nada com relação aos blocos de judeus na Judéia e Samária, ele iria impedir a entrada destes judeus na Europa.
Netanyahu aproveitou para ligar para Hollande e congratulá-lo por sua corajosa decisão de lutar contra extremistas islâmicos a milhares de quilômetros da França lembrando que Israel os tinha a poucos metros de suas casas.
O problema é que depois que esta aventura no Mali terminar, Hollande se verá forçado a atitudes mais duras contra Israel para apaziguar a população islâmica do seu país. Em outras palavras, não vamos ficar surpresos se a França tentar se redimir perante os muçulmanos, nas costas de Israel.
E aí temos Obama. Nesta semana, o New York Times descreveu a sua relação com Netanyahu como “a de um casal preso num casamento sem amor”. Antes das eleições Obama disse que “Israel não sabe o que é de seu próprio interesse” ao que Netanyahu respondeu que “só os israelenses podem determinar quem representa os interesses vitais de Israel”. E por causa desta “falta de amor” Obama irá pressionar Israel, não os palestinos, a mais concessões como gestos de boa vontade para trazer Abbas de volta à mesa de negociações.
E aí chegamos no ponto da utilidade ou da falta dela de todas estas pressões e negociações.
Em setembro passado a Autoridade Palestina conseguiu um reconhecimento na Assembléia Geral como “Estado” com o apoio entusiástico do Banco Mundial do Fundo Monetário Internacional e um bando de nações felizes em recebe-los como “soberanos”. Assim a Autoridade foi proclamada como entidade que funciona como estado.
Se “estado” pressupõe alguma medida de auto-suficiência financeira ela não qualifica. A solvência da Autoridade Palestina depende somente dos impulsos de caridade da comunidade internacional. Quando os doadores não pagam, o caos toma conta. Os incontáveis funcionários públicos vão para as ruas, há violência e protestos. O próprio primeiro-ministro Salam Fayyad admitiu no começo do ano que a existência da Autoridade estava em extremo perigo, pois países árabes deixaram de mandar os milhões de dólares prometidos.
Esta combinação de fragilidade e depedência está bem longe da retórica de seis meses atrás de indepedência e auto-determinação.
Como se pode querer um estado fundado na falta de integridade fiscal, na falta de uma imprensa livre, com um sistema legal repleto de tribunais sem independência judiciária, com uma polícia formada por milícias tribais e organizações terroristas que competem entre si, com um sistema educacional que objetiva somente a perpetuação do ódio a Israel e aos judeus?
Além disso Abbas está no seu sétimo ano quando sua presidência deveria ter durado quatro. Não há protestos nas ruas para retirá-lo pois milhares de palestinos recebem salários dele. Ele não tem realmente legitimidade para assinar acordos ou forçar os palestinos a cumprirem seus termos. Ele nunca poderá garantir a paz ou a segurança a Israel mesmo se sua intenção for genuina, o que é muito discutível.
Um estado só pode se manter unido quando seus cidadãos têm um objetivo comum de construi-lo apesar de suas diferenças. O novo estado da Palestina, nasceu do ódio, com o único objetivo de destruir Israel e negar ao povo judeu seu estado, não o de construir o seu.
Assim, nada do que Hollande, Obama ou qualquer outro líder possa fazer para transmitir a sensação de urgência na retomada das negociações terá qualquer valia se não houver uma ação correspondente de Abbas redefinindo a utilidade destas negociações. Ele tem que comunicar claramente que o objetivo não é só de alcançar concessões territoriais de Israel mas terminar definitivamente o conflito, a renúncia de qualquer outra reclamação e a coexistência pacífica para os dois povos.
Mas se Abbas fizer isso acontecer, que argumentos sobrarão para os antisemitas de hoje?