segunda-feira, 15 de abril de 2013
O QUE É UM JUDEU?
Leon Tolstoy
· Publicado por Jayme Fucs Bar em 24 agosto 2011 às 12:37
em Canto dos poetas e sonhadores
Leon Tolstoy (1829-1910) descendente
de uma família cristã da nobreza russa e um dos maiores escritores e
romancistas do mundo, autor de obras como "Guerra e Paz"e "Anna
Karenina", escreveu:
O QUE É UM JUDEU?
O QUE É UM JUDEU?
O que é um judeu?Esta pergunta não é, de forma alguma, tão estranha quanto parece. Vejamos que tipo de criatura peculiar é o judeu, molestado e violentado, oprimido e perseguido, esmagado e assassinado, queimado e enforcado, coletiva e individualmente por tantos governantes e povos e que, apesar de tudo isso, continua vivo. O que é um judeu, aquele que nunca se deixou levar por todos os bens terrenos, que lhe eram oferecidos, constantemente, por seus opressores e perseguidores para que trocasse sua fé e abandonasse sua própria religião judaica?
O judeu é este ser sagrado que trouxe dos Céus a chama perpétua e com esta iluminou o mundo inteiro.
Ele é a vertente religiosa, nascente e
fonte de onde todos os outros povos tiraram suas crenças e suas religiões.
O judeu é o pioneiro da liberdade.
Mesmo outrora, quando o povo se encontrava dividido em apenas duas classes
distintas, escravos e senhores, mesmo naquela época longínqua, a Lei de Moisés
proibia a prática de se manter uma pessoa em cativeiro por mais de seis anos.
O judeu é o pioneiro da civilização. A ignorância foi condenada na Palestina da antiguidade ainda mais do que o é em nossos dias na Europa civilizada. E ainda, naqueles dias de selvageria e barbárie, em que nem a vida nem a morte de ninguém valia algo, Rabi Akiba não se absteve de se declarar abertamente contrário à pena capital.
O judeu é o emblema da tolerância civil e religiosa. "Ama o estrangeiro e o forasteiro", ordenou-nos Moisés, "porque estrangeiro foste na terra do Egito". E isto foi proclamado naquela época remota e selvagem em que a principal ambição das raças e dos povos consistia em se esmagarem e escravizarem uns aos outros. No que tange à tolerância religiosa, a fé judaica não apenas está muito distante do espírito missionário de converter pessoas de outras denominações. Muito pelo contrário, o Talmud ordena que os rabinos informem e expliquem a todo aquele que, por vontade própria, venha a aceitar a religião judaica, todas as dificuldades contidas nessa aceitação, e que façam ver ao prosélito que os justos entre os povos têm o seu quinhão na imortalidade. De uma tamanha tolerância religiosa, tão elevada e ideal, nem mesmo os moralistas de hoje podem se vangloriar.
O judeu é o emblema da eternidade. Aquele que nem o assassinato nem a tortura, ao longo de milhares de anos, puderam destruir, aquele que nem o fogo nem a espada nem a inquisição foram capazes de eliminar da face da terra, aquele que foi o primeiro a produzir os oráculos de D'us, aquele que há anos é o guardião da profecia, e que a transmitiu ao resto do mundo. Uma nação destas não pode ser destruída. O judeu é perene, tão perene quanto a própria eternidade".
sábado, 6 de abril de 2013
Primavera Árabe e o inimigo israelense
Pedindo
permissão ao copiar parcialmente o conteúdo do post do facebook, Brazilian
Jews – Judeu Brasileiro, segue um artigo publicado no dia 6 de outubro de 2012
no site ARAB NEWS.
“Quem é o verdadeiro inimigo do mundo
árabe?”.
No dia 6 de outubro passado, marcando os 39 anos do início da Guerra do Yom Kipur, saiu um artigo no jornal saudita ARAB NEWS, de autoria de Abdulateef al-Mulhim, a respeito do conflito de Israel com os árabes, lembrando aquela Guerra, chamada Guerra de 1973, pois árabes nunca falam em Yom Kipur; chamam, também, de Guerra de Outubro. Interessante notar que, sendo o Arab News um jornal oficial da realeza saudita, o artigo deve ter sido autorizado.
Vamos apresentar os pontos importantes:
Depois de afirmar que o conflito
árabe-israelí é o mais complicado já visto no mundo e, depois de 39 anos da
Guerra de 1973, diz o articulista, “muitas pessoas no mundo árabe começam a
fazer indagações sobre o passado, o presente e o futuro com vistas a este
conflito”. Traz quatro questões referentes às guerras de 1948, 1967 e 1973.
Parece que algo está mudando, quando a
Arábia Saudita permite, oficialmente, que tal seja dito...
Vamos ao
artigo :
Arab Spring and the Israeli enemy
Primavera Árabe e o inimigo israelense
ABDULATEEF AL-MULHIM
Saturday 6
October 2012
Trinta e nove
anos atrás, em 6 de outubro de 1973, a terceira maior guerra entre os árabes e
Israel estourou. A guerra durou apenas 20 dias. Os dois lados estiveram
envolvidos em outras duas grandes guerras, em 1948 e 1967.
A Guerra de
1967 durou apenas seis dias. Mas, estes três guerras não foram os únicos confrontos
árabes-israelenses. Desde o período de 1948 e até hoje muitos confrontos
ocorreram. Alguns deles eram confrontos pequenas e muitos deles foram batalhas de
grande escala, mas não houve grandes guerras além dos mencionados acima. O
conflito árabe-israelense é o conflito mais complicado que o mundo já
experimentou. No aniversário da guerra de 1973 entre árabes e israelenses,
muitas pessoas no mundo árabe estão começando a fazer muitas perguntas sobre o
passado, presente e futuro em relação ao conflito árabe-israelense.
As perguntas
agora são:
Qual foi o custo real destas guerras para o
mundo árabe e seu povo(?) E a questão mais difícil que nenhum nacional
árabe quer perguntar é: Qual foi o custo
real por não reconhecer Israel em 1948(?), e por que os Estados árabes não gastam seus recursos em educação, saúde e
infra-estruturas, em vez de guerras? Mas, a pergunta mais difícil que
nenhum nacional árabe quer ouvir é se Israel
é o inimigo real do mundo árabe e do povo árabe(?)
Decidi
escrever este artigo depois que eu vi as fotos e relatórios sobre uma criança
faminta no Iêmen, um antigo souk Aleppo na Síria queimado, o subdesenvolvidos
Sinai no Egito, carros- bombas no Iraque e os edifícios destruídos na Líbia. As
fotos e os relatórios foram apresentados na rede Al-Arabiya, que é a agência de
notícias mais vista e respeitada no Oriente Médio.
A única coisa
comum entre todos que eu vi é que a destruição e as atrocidades não são feitas
por um inimigo externo. A fome, as mortes ea destruição destes países árabes
são feitos pelas mesmas mãos que deveriam proteger e construir a unidade desses
países e salvaguardar as pessoas desses países. Assim, a pergunta agora é quem é o verdadeiro inimigo do mundo árabe?
O mundo árabe
perdeu centenas de bilhões de dólares e perdeu dezenas de milhares de vidas
inocentes que lutam contra Israel, que eles consideravam é o seu maior inimigo,
um inimigo cuja existência eles nunca reconheceram. O mundo árabe tem muitos
inimigos e Israel deveria estar no fim da lista. Os verdadeiros inimigos do
mundo árabe são a corrupção, a falta de boa educação, a falta de bons cuidados
de saúde, falta de liberdade, a falta de respeito pela vida humana e,
finalmente, o mundo árabe teve muitos ditadores que usaram o conflito
árabe-israelense para suprimir seu próprio povo.
Essas
atrocidades desses ditadores contra seus próprios povos são muito piores do que
todas as guerras árabe-israelenses em grande escala.
No passado,
nós falamos sobre o porquê de alguns soldados israelenses atacarem e maltratarem
os palestinos. Além disso, vimos os aviões e tanques israelenses atacarem
vários países árabes. Mas, esses ataques
se igualam as atrocidades atuais que estão sendo cometidos por alguns estados
árabes contra seu próprio povo(?)
Na Síria, as
atrocidades estão além de imaginação de alguém? E, não é que os iraquianos são os
que estão destruindo seu próprio país? Não foi o ditador da Tunísia, que foi
capaz de roubar 13 bilhões de dólares dos tunisianos pobres? E como pode uma
criança morrer de fome no Iêmen se a sua terra é a mais fértil do mundo?
Por que os intelectuais iraquianos deixam o Iraque, um país que fatura 110
bilhões de dólares em exportação de petróleo? Por que os libaneses não governam um dos menores países do mundo? E o que fez os Estados árabes começarem a
afundar no caos?
Em 14 de maio
de 1948, a estado de Israel foi declarado. E apenas um dia depois, em 15 de
maio de 1948, árabes declararam guerra a Israel para retornarem à Palestina. A
guerra terminou em 10 de março de 1949. Durou nove meses, três semanas e dois
dias. Os árabes perderam a guerra e chamou esta guerra de Nakbah (catastrófica).
Os árabes não ganharam nada, e milhares de palestinos tornaram-se refugiados.
E em 1967, os
árabes lideradas pelo Egito sob o governo de Gamal Abdul Nasser, entraram em
guerra com Israel, e perderam mais terra palestina e fez mais refugiados
palestinos que estão agora à mercê dos países que os acolhem. Os árabes
chamaram esta guerra, Naksah (chateado). Os árabes nunca admitiram a derrota em
ambas as guerras e a causa palestina ficou mais complicada. E agora, com a
Primavera Árabe sem fim, o mundo árabe não tem tempo para os refugiados
palestinos ou a causa palestina, porque muitos árabes são seus próprios
refugiados e estão sob ataques constantes de suas próprias forças. Sírios estão
deixando seu próprio país, e não por causa dos aviões israelenses lançando
bombas sobre eles. É a Força Aérea da Síria, que lançam as bombas. E agora,
iraquianos árabes muçulmanos, os cérebros mais inteligentes, estão deixando o
Iraque para o leste. No Iêmen, a mais triste tragédia humana no mundo está sendo
escrito pelos iemenitas. No Egito, o povo no Sinai está esquecido.
Finalmente,
se muitos dos estados árabes estão em tal desordem, então o que aconteceu com o
jurado inimigo árabe (Israel)? Israel tem agora os centros de pesquisa mais
avançados, universidades de ponta e infra-estrutura avançada. Muitos árabes não
sabem que a expectativa de vida dos palestinos que vivem em Israel é muito maior
do que muitos Estados árabes e eles gozam de liberdade política e social muito
melhor do que muitos de seus irmãos árabes. Mesmo os palestinos que vivem sob
ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desfrutam de mais
direitos políticos e sociais do que alguns lugares do mundo árabe. Não foi um palestino
– israelense um dos juízes que enviaram um ex-presidente de Israel para a cadeia?
A Primavera
Árabe mostrou ao mundo que os palestinos são mais felizes e em melhor situação
do que os seus irmãos árabes que lutaram para libertá-los dos israelenses.
Agora, é hora de acabar com o ódio e as guerras e começar a criar melhores
condições de vida para as futuras gerações árabes.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Obama aos Palestinos: Aceitem o Estado Judeu
por Daniel Pipes
The Washington Times
26 de Março de 2013
Original em inglês: Obama to Palestinians: Accept the Jewish State
Tradução: Joseph Skilnik
Uma importante guinada na
política externa dos EUA na cobertura da agitada visita de cinquenta horas, na
semana passada, de Barack Obama a Israel, passou despercebida na
avalanche de notícias. Essa exigência de que os palestinos reconheçam Israel
como estado judeu, "seria a declaração mais perigosa feita por um
presidente americano em relação a questão palestina, segundo o líder do Hamas Salah Bardawil.
Primeiramente, alguns
antecedentes: Os documentos da fundação de Israel tinham como objetivo fazer do
país um estado judeu. Na realidade o sionismo moderno teve início em 1896 com a
publicação do livro Der Judenstaat ("O Estado
Judeu") de Theodor Herzl. ADeclaração de Balfour de 1917 aprova
"um lar nacional para o povo judeu". A resolução
181 da Assembléia Geral da ONU de 1947, dividindo a Palestina
em duas, menciona 30 vezes o termo estado judeu. A Declaração do Estabelecimento de Israel
de 1948 menciona estado judeu 5 vezes, como por exemplo,
"nós … pelo presente declaramos o estabelecimento de um estado judeu em
Eretz-Israel, a ser chamado de Estado de Israel".
Por conta dessa forte conexão,
quando a diplomacia árabe-israelense começou a ser conduzida com seriedade na
década de 1970, a formulação estado judeu praticamente
desapareceu, todos simplesmente acreditavam que o reconhecimento diplomático de
Israel significava sua aceitação como estado judeu. Somente há poucos anos os israelenses
se deram conta que as circunstâncias eram outras, à medida que os árabes
começaram a aceitar Israel mas rejeitar sua natureza judaica. Por exemplo, uma
importante publicação de 2006 do Mossawa Center em Haifa, The Future Vision of Palestinian Arabs in Israel (A
visão do futuro dos árabes palestinos em Israel), sugere que o país se torne um
estado neutro em termos religiosos e um lar em comum. Em suma, os
árabe-israelenses passaram a ver Israel como uma variante da Palestina.
Ao perceberem esse artifício
linguístico, obter a aceitação árabe de Israel já não era suficiente, os
israelenses e seus amigos compreenderam que tinham que insistir na aceitação
explícita dos árabes de Israel como estado judeu. Em 2007, o primeiro ministro
israelense Ehud Olmert anunciou que, a menos que os
palestinos reconheçam o Estado de Israel como estado judeu, a diplomacia seria
interrompida: "Eu não pretendo ceder, de forma alguma, sobre a questão do
estado judeu, enfatizou ele. A Autoridade Palestina rejeitou imediata e
unanimemente a exigência. Seu líder, Mahmoud Abbas, respondeu: "Em Israel, há
judeus e não judeus morando lá,. Isso estamos dispostos a reconhecer, nada
mais".
Quando Benjamin Natanyahu
substituiu Olmert, como primeiro ministro em 2009, reiterou essa exigência como
precondição para a realização de negociações sérias: "Israel espera que os
palestinos reconheçam primeiro Israel como estado judeu antes das conversações
sobre dois estados para dois povos". O que não foi apenas rejeitado por
completo pelos palestinos, eles ainda ridicularizaram a ideia em si. Abbas
novamente: "O que é um estado judeu?' Nós o chamamos de "Estado de
Israel". Vocês podem se autodenominar como quiserem. Mas eu não vou
aceitar. ... Não é minha função ... apresentar uma definição para o estado e
quem nele morar. Vocês podem se autodenominar de República Sionista, o Hebreu,
o Nacional, a (República) Socialista, chamem-no do que vocês quiserem, não me
importo".
Há seis semanas apenas, Abbas novamente desferiu violentas
criticas ao conceito de estado judeu. A rejeição, pelos palestinos, da condição
de estado judeu não poderia ser mais enfática. (Para obter mais detalhes sobre
suas assertivas, consulte "Recognizing Israel as the Jewish State: Statements (Declarações:
Reconhecimento de Israel como estado judeu" acesse DanielPipes.org.)
Desde 2008, políticos
americanos, incluindo George W. Bush e Obama, se referiram a Israel como estado
judeu, ainda que evitassem cuidadosamente exigir que os palestinos também o
fizessem. Em uma típica declaração proferida em 2011, Obama delineou o
derradeiro objetivo diplomático como "dois estados para dois povos: Israel
como estado judeu e lar para o povo judeu e o Estado da Palestina como lar para
o povo palestino".
Assim sendo, em seu discurso em Jerusalém na semana passada,
Obama adotou repentina e inesperadamente a exigência israelense na íntegra:
"Os palestinos devem reconhecer que Israel será o estado judeu".
Esta sentença trás uma
inovação importante e não pode ser desfeita com facilidade. Ela também vai ao
encontro da excelência política, pois sem esse reconhecimento, a aceitação
palestina de Israel é vazia, indicando apenas que aceitam denominar o estado de
"Israel" em vez de "Palestina".
Não foi a única guinada
anunciada durante a viagem de Obama (a outra foi: dizer aos palestinos que não
apresentem precondições para iniciarem as negociações), esta é de extrema
importância porque contraria, de forma incisiva, o consenso palestino. Bardawil
pode até assegurar exageradamente que isso "mostra que Obama deu as costas
a todos os árabes" mas essas dez palavras, na realidade, demonstram a
disposição de tratar do problema central do conflito. Elas provavelmente serão
a sua contribuição mais importante, duradoura e construtiva quanto à diplomacia
árabe-israelense.
Extraído do Site: http://pt.danielpipes.org/12690/obama-palestinos-aceitem-estado-judeu
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A Humilhacao dos Refugiados Palestinos (filme completo)
The Humiliation of Palestinian Refugees (Full Movie)
Um video bem ilustrador que mostra como alguns paises árabes como Jordania, Siria, Libano e Iraque, usam os palestinos como refugiados, e assim usá-los como massa de manobra como Israel. Porque o mundo não enxerga isto, é uma questão de fácil resposta...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Propaganda enganosa, ausência de escrúpulos e ódio perene
http://www.pletz.com/blog/propaganda-enganosa-ausencia-de-escrupulos-e-odio-perene/
por Herman Glanz –
Quando a França socialista de François
Hollande invadiu o Mali, antiga colônia francesa, para “não permitir a presença
de um Estado terrorista nas portas da Europa”, mereceu todo apoio da mídia de
casa e do mundo em geral. Mas, como já falamos em comentário de um mês atrás, e
circula pela internet, a mesma mídia protesta contra Israel quando se defende
de um Estado terrorista na Faixa de Gaza, que ataca Israel constantemente. E
Paris está a mais de 6.000 km do Mali, enquanto Gaza fica a somente, somente,
1km de Israel.
Mereceria o
mesmo tratamento da mídia se se tratasse da presença de tropas americanas, ou
inglesas, ou outras do Ocidente? O que se observa é que vem ocorrendo uma
propaganda enganosa e ausência de escrúpulos demonstrando um ódio incrustado
pela esquerda contra os americanos, ingleses, espanhóis não socialistas, uma
Guerra Fria que nunca acaba, e um ódio perene contra Israel, uma forma de
disfarçar o velho antissemitismo que ainda grassa no mundo, neste caso unindo
esquerda e direita.
A França foi
ao Mali para garantir a sua parte no petróleo que se explora naquele país
africano, onde divide a exploração com os russos e ingleses, coisa que ninguém
fala. Mais ainda, a França quer impedir que os terroristas islâmicos se
espalhem para a vizinha Nigéria, de onde a França extrai o urânio, das minas de
Azelik e Arlit, urânio que abastece as centrais nucleares francesas, que
consomem 10.500 toneladas de urânio, por ano.
Uma lâmpada na
França, em cada três, é alimentada por energia nuclear, com urânio da Nigéria.
E a Nigéria concentra 7,5% do urânio do mundo. Diferentemente do Brasil, os
socialistas franceses apoiam seu país na busca do urânio da África, até pela
força. Aqui se deixam enterradas em reservas, áreas de urânio conhecidas, que
representam 90% do urânio do mundo. Os americanos ajudam a França, assim como
os russos, enviando alguns aviões de transporte de tropas e armamento.
Outro fato que
merece ser destacado é que a Rússia vende armas para a Síria e para o Irã,
apesar dos embargos do Conselho de Segurança da ONU. Fonte militar russa,
segundo a Síria, informa que enviou baterias anti-mísseis Panzer C-1, de grande
precisão e alcance de altitudes de 20 km. A fonte russa declarou que a remessa
obedeceu o contrato entre os dois países, usando a via marítima.
A participação
russa na guerra da Síria, que já dura dois anos, e é quem ainda sustenta o
Presidente Assad, não recebe críticas da mídia por se imiscuir nos negócios de
outro país. Por outro lado, o Irã acusa Israel do assassinato do General
iraniano, Hassan Shateri, da Guarda Revolucionária, numa emboscada perto de
Damasco. O jornal Asharq Alawsat, de Londres, diz que acusar Israel é a praxe.
O Irã está apreensivo, pois demonstra grande conhecimento dos movimentos
iranianos, o que significa grande penetração dos serviços de inteligência, pois
o general estava preparando contingentes de iranianos e do Hizbollah, com 5.000
homens cada, para defender Assad e também criar um Estado do Hizbollah dentro
do Líbano, com a construção de shoppings, bancos e hotéis.
A participação
de forças do Irã na Síria, que fica evidente com esse caso de assassinato, não
é criticada pela mídia nem pela esquerda, que vociferaria contra se se tratasse
de ocidentais. Também um comboio de dezenas de veículos iranianos foi atacado e
destruído na vila de Rutba, oeste do Iraque, não saindo críticas pela mídia.
Irã pode.
Outro fato que
desaparece das informações da mídia é que a Rússia é um dos grandes
fornecedores de petróleo para a Europa e a China, com oleodutos para todos os
lados, ocupando o segundo lugar, em seguida à Arábia Saudita. Mas todo mundo
fala do petróleo do Oriente Médio e ninguém cita a Rússia, que passa incólume
nos protestos contra a presença de potências do Ocidente no Golfo Pérsico.
Parece que a Rússia ainda vive dos tempos do comunismo.
Enquanto a
mídia silencia sobre os fatos de que tratamos, insistem no levantamento do
bloqueio israelense à Faixa de Gaza, sem dizer que, só na primeira semana deste
mês, como ocorre a cada semana, 50.000 toneladas de mercadorias passaram de
Israel para Gaza, dentre elas 363 caminhões de alimentos, 626 caminhões de
materiais de construção e 31 caminhões de produtos humanitários de primeira
necessidade, além de 160.000 litros de gasolina para as centrais elétricas de
Gaza. Mas nada é dito.
Mostra-se,
assim, o noticiário seletivo, em favor de um lado e contra o outro, indicando
uma propaganda enganosa, falta de escrúpulos e perene ódio aos judeus e, por
conseguinte, a Israel, aliás, a “entidade sionista”.
E a política
americana de substituir ditadores muçulmanos por outros da ala da Irmandade
Muçulmana, fez desunir as tribos e grupo locais nos diversos países, que
soltos, estão provocando novos atritos na Tunísia, no Egito, no Iraque. Mas
ainda não tornou os americanos simpáticos aos novos dirigentes. E depois ainda
se fala em concluir a paz com essa gente. Todavia, esse estado de terror está
tendo um efeito benéfico: está criando posições de moderação de alguns países
árabes, que já se permitem falar de Israel, pelo menos. Já é uma abertura.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Os palestinos merecem um Estado próprio?
Por Dan Calic
Com
o presidente Obama vindo em breve para Israel, deixe-me perguntar o que alguns
consideram uma questão retórica: Os palestinos realmente merecem um Estado
próprio? Obama e a maioria da comunidade internacional acham que eles merecem.
No entanto, se dermos uma olhada na situação, Existem problemas graves que não
devem ser ignorados. Por exemplo, seria um vizinho pacífico e produtivo com
Israel? Isso pode ser melhor respondido revendo alguns princípios orientadores
da OLP e Fatah, que é o partido político dominante da qual é presidente,
Mahmoud Abbas.
Da Carta da OLP:
Artigo
19: ".... estabelecimento do Estado de Israel é totalmente ilegal
..."
Artigo
20: ".... os judeus não constituem uma única nação com uma identidade
própria ..."
A partir da Carta Fatah:
Artigo
12: "... a completa libertação da Palestina e a erradicação econômica,
existência
política, militar e cultural sionista. "
Artigo
17: "revolução armada pública é o método inevitável para libertar a
Palestina".
Artigo
19: "A luta não cessará a menos que o estado sionista seja demolido e a Palestina
seja completamente liberada. "
Será
que estas declarações refletem as metas de um vizinho pacífico e produtivo?
É
importante entender quando eles usam o termo "Palestina", incluem
Israel. Em outras palavras, ambas as organizações se recusam a reconhecer a
existência de Israel, e ver a Judéia e Samaria e toda a terra em que Israel
existe como um estado único da "Palestina". Isso reflete a adesão à
visão extremista islâmica intransigente de que qualquer terra, uma vez
controlada por muçulmanos, é visto como pertencente a eles para sempre.
Abandonar o clamor de terra, dizem, é igual a blasfêmia.
A
falha em entender isso, de longe, muitos tem fomentado expectativas irreais de
compromisso por parte de extremistas islâmicos. Isso se aplica a maioria dos
líderes mundiais, incluindo o presidente Obama.
Também
digno de nota é o emblema oficial da OLP e Fatah, que contém um mapa que apaga
completamente Israel e mostra a área de terra todo em verde, a cor oficial do Islã.
Embora
se possa argumentar sobre suas fronteiras propostas, a maioria da comunidade
internacional apoia uma solução de dois Estados. No entanto, com base nas declarações
de ambas as organizações palestinas, está claro que não. Em vez disso, seu
objetivo é um Estado chamado Palestina, sem o estado de Israel, ponto.
Vamos
voltar no tempo por um momento, a 1947, quando as Nações Unidas votaram a
solução original de dois Estados, que criou o moderno Estado de Israel. Será
que os judeus têm uma carta contendo declarações mordazes semelhantes aos da
OLP e Fatah? Suponha que os judeus tivessem publicado um documento clamando pela
"libertação total" da existência islâmico árabe no estado dividido
árabe? Suponha que se refere à criação do Estado árabe como "totalmente ilegal?"
Sob tais condições, será que as Nações Unidas aprovariam a partição concedendo
aos judeus seu próprio Estado? Além disso, com esses pontos de vista, eles
teriam merecido seu próprio Estado?
A
resposta a estas perguntas é claramente "não". No entanto, a
comunidade mundial não parece ter um problema de aprovação de um Estado para os
palestinos, apesar de seu objetivo claro pela destruição de Israel. O que há de
errado com esta imagem?
Não
vamos esquecer que foram os árabes que rejeitaram a resolução da ONU de 1947,
que particionava dois estados. Por quê? Porque incluía a criação de Israel.
Mahmoud
Abbas tem dito repetidamente que "nunca vai aceitar Israel como um Estado
judeu". Junte isso com as citações referenciadas a partir das resoluções
da OLP e Fatah, o que mudou desde '47?
Alguns
poderiam sugerir a demanda contemporânea pelos palestinos para uma solução de
dois Estados significa que eles aceitam o direito de Israel de existir. Não é
assim. A realidade é que os árabes não têm tido sucesso na eliminação de Israel
militarmente, mas seu desejo de vê-lo desaparecer não diminuiu. Eles
simplesmente mudaram de tática, exigindo que fosse dado um estado, que eles
recusaram, em 1947, porque isso significava que teria de aceitar a existência
de Israel. Hoje, apesar desta recusa contínua, a votação da ONU no último 29 de
novembro, atualizando seu status ao de um "Estado não-membro",
demonstra que a comunidade internacional está solidamente apoiando os
palestinos.
Como
resultado da votação, a Palestina fica no mesmo auditório com Israel, apesar do
fato de que seu líder, Mahmoud Abbas, e seu partido Fatah estão comprometidos
na sua destruição.
Deixe-me
fazer uma pergunta hipotética: Suponha que a constituição da França pede a
destruição da Inglaterra, ou a constituição dos Estados Unidos pede a
destruição do México? Será que a ONU sentar-se-ia em silenciosa aquiescência
por tais situaçoes? No entanto, um olho cego é dado para a agenda venenosa dos
palestinos, sem pedir-lhes que renunciem a seu objetivo de destruir Israel. No
mínimo, isto é injusto. Na realidade, é hipócrita, na fronteira com o antissemitismo.
Neste
ponto, novamente eu volto à questão original - Se os palestinos merecem um
Estado próprio? A resposta deveria ser óbvia. O termo de ordem é
"deveria".
Dan
Calic é um escritor, historiador e orador.
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